Na proteção e de ronda: Eu sou de Jorge


“Na proteção e de ronda: Eu sou de Jorge” é a segunda etapa da exposição coletiva sobre a Festa de São Jorge no Rio de Janeiro. Com foco na última década, para marcar sua importância e presença nas ruas da Cidade, desenvolvida no âmbito do Museu Afrodigital Rio de Janeiro, uma ocupação São Jorge foi iniciada em abril de 2020 e se encerra em setembro de 2021.

Nosso foco nesta exposição é a participação negra na festa, onde ressaltamos a importância dos espaços negros, como escolas de samba e terreiros, na cidade do Rio, e sua região metropolitana, assim como as fronteiras entre catolicismo popular e cultura afro-brasileira, sobre os diálogos e afastamentos entre São Jorge e o orixá Ogum.

23 de abril e os movimentos são os mesmos: a Alvorada, ida a alguma igreja de São Jorge, assistir as missas, participar de atividades em escolas de samba e terreiros, uma boa roda de samba, comer feijoada e beber cerveja, encontrar amigas e amigos. Para algumas e alguns inclui acender velas, participar das procissões, cavalgadas e carreatas que são realizadas em muitos lugares em devoção ao santo guerreiro. Nestes movimentos também nos encontramos, algumas vezes portando nossas câmeras, no intuito de registrar o feriado na cidade do Rio de Janeiro, a festa, a devoção, as cores e fazer parte daquele momento.

Nas redes sociais encontramos uma extensão das festas e das homenagens, com músicas, relatos, memórias, fotografias, que vão demonstrando a popularidade de São Jorge, assim como de Ogum.

Neste momento em que os encontros e aglomerações estão em suspenso, com isolamento social e o combate ao COVID-19 tirando muitas e muitos de nós da rua e de luto, seguimos falando de fé.

Nesta fase recebemos as séries fotográficas ‘Com a proteção de Jorge’, de Ana Paula Campos; ‘Nas expressões com Jorge Ogum’, de Fabio Caffé; ‘Olhar D’ Capadócia’, de Mário Grave; e ‘Fé, encantamentos e rua: Para Ogum’, de Thábata Castro. Da Festa no entorno das igrejas de Quintino, zona Norte do Rio, e do Centro, passando pelo zelo com uma praça homônima de São Jorge, em Sulacap, percebemos a fé na participação das missas, nas bênçãos e passes, nas roupas, nas cores, nos corpos – são brincos, pulseiras, anéis, longos cordões com a medalha de São Jorge. A fé se apresenta em detalhes, na sociabilidade trazida pela festa, na musicalidade e nas trocas, no encanto dos primeiros e recorrentes na fé a São Jorge. As fotografias apresentadas são registros de diversos momentos da festa, na década de 2010.

Exposição:
Na proteção e de ronda: 
Eu sou de Jorge

Curadoria
Ana Paula Alves Ribeiro
Maria Alice Rezende Gonçalves

Fotógrafas(os):
Ana Paula Campos
Fabio Caffé
Mário Grave
Thábata Castro


FICHA TÉCNICA:

Equipe Museu Afrodigital Rio de Janeiro

Curadoria
Ana Paula Alves Ribeiro
Maria Alice Rezende Gonçalves

Produção da exposição
Wallace Augusto dos Santos da Silva (Bolsista Proatec)

Conselho Curador e de Redação:
Ana Paula Pereira da Gama Alves Ribeiro (FEBF/UERJ) – Coordenadora
Gabriel da Silva Vidal Cid (PPCIS/UERJ)
Maria Alice Rezende Gonçalves (EDU/UERJ)
Mauricio Barros de Castro (ART/UERJ)
Myrian Sepúlveda dos Santos (ICS/UERJ)
Equipe Decult

Direção
Adair Rocha

Comissão de comunicação
Daniel Lopes
Rosane Fernandez e Carolina Jacuá (Relações Públicas)
Beatriz Valiante, Diego Veríssimo, Yasmin Vieira (bolsistas)
Daniela Gregório (voluntária)

Programação Visual
Ana Cristina Machado

Revisão
Graziele Silva (bolsista)


Confira a Exposição de 2020 – Na proteção e de ronda: a fé em São Jorge e a fé em Ogum